Quero demorá-la, fazer dela uma casa
ou um tronco. Que seja a minha noite
com um ardor de eternidade. E a sabedoria
de estar entre plantas tranquilas.
Tudo estará comigo perto de uma nascente
e eu mover-me-ei entre nocturnas veias
e sobre as pedras lisas.
Vejo os barcos da sombra entre as constelações
e estou perto, estou perto. A minha casa é aqui.
António Ramos Rosa (1990), O Não e o Sim
ou um tronco. Que seja a minha noite
com um ardor de eternidade. E a sabedoria
de estar entre plantas tranquilas.
Tudo estará comigo perto de uma nascente
e eu mover-me-ei entre nocturnas veias
e sobre as pedras lisas.
Vejo os barcos da sombra entre as constelações
e estou perto, estou perto. A minha casa é aqui.
António Ramos Rosa (1990), O Não e o Sim

2 comentários:
"A tua voz é vegetal e eleva-se com o vento."
o que eu daria,
para que tal frase fosse minha
Já não digo o mesmo do poema
pois seria desejar tanto
"A minha casa é aqui". A minha também... António Ramos Rosa disse tudo o que gostaríamos de dizer...
Um beijo, minha querida amiga.
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