Zeca Afonso (1929 - 1987)
Foi num dia assim
lá nos idos de oitenta
que a morte saiu à rua.
Pensava que o levava
queria à força calá-lo
com sua foice matá-lo.
O que mais me prende à vida
não é amor de ninguém
É que a morte de esquecida
deixa o mal e leva o bem.
Não te ocupe o refrão:
deixar-me o teu nome escrito
numa pedrinha do cais
que ele mora em meu coração
e daí já não sai mais.
Versos de Zeca Afonso
1ª estrofe - A Morte Saiu à Rua
3ª estrofe - Trovas Antigas
4ª estrofe - Canção Longe
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2 comentários:
E quando o homem parte,
fica-nos a memória de um homem digno,
de um homem inteiro
sempre vivo.
Estive aqui contigo e com o Zeca. Tenho saudades dele.
Gostei desta espécie de intertextualidade que fizeste com as palavras do Zeca.
Um bom fim de semana.
Um beijo.
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