(s/. ind. autoria)
na claridade
do dia pouso a cabeça…
o trigo a papoila
a seara
*
na primavera até os poemas
como os
peixes
sobem o rio
em contracorrente.
*
frutos da
árvore da poesia
as cerejas
dos deuses
uma cortesia
*
as abelhas
pairam
de surpresa
em surpresa
mais tarde o
mel
*
na
efemeridade de tudo
ano a ano
a profusão
das flores
*
dissolvo em
versos
uma tisana
de framboesa
e bebo a
beleza

5 comentários:
Como sempre lindos teus versos e poemas,Lídia! beijos, tudo de bom,chica
De uma beleza saborosa, está tisana de palavras!
Beijos, Lídia :)
*esta :)
De tão fresco
não sei em que estação me perco
com a Primavera aí tão perto
leio-te como se fosse verão
Breves mas belos.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria
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