(imagem s/ ind. autoria)
não têm
atenções certas, os olhos.
andam sempre
ocupados em cegas obscuridades.
mesmo assim,
como insetos acabados de
sair
de um macio casulo de seda,
estendem as
asas e põem-se a desenhar trajetos inesperados
na
imaginação dos poetas. e
seguem-nos.
é nesses
instantes raros de desvario
que eles, os
poetas, julgando-se livres, erguem taças de vinho
e de orvalho
e brindam à
vida e à morte, amando-as vagamente
no vão das
palavras. e em surdina
celebram com elas pactos
de impróprias eternidades.

4 comentários:
Os Poetas são assim
exactamente assim
mas também são
exactamente diferentes
daquilo que aqui escreveste
é que há poetas que gritam
todos os pactos celebrados
Os poetas são assim mesmo.
Gostei imenso deste poema.
É excelente, parabéns.
Bom fim de semana, Lídia.
Beijo.
Os verdadeiros poetas escrevem poemas assim e os que aspiram a sê-lo nem sabem o que comentar.
Obrigada!
Um beijinho e continuação de bom fim de semana
O Toque do coração
Belíssimo poema aos poetas, que brindam à vida e à morte com a mesma taça... "Há multidões partilhando o ágape fraterno dos seus versos"...
Uma boa semana, minha Amiga.
Um beijo.
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