não me interessam, do agora,
os modernos, os
pós-modernos
nem sequer os futuristas
do futurismo
antigo
que nunca foi, que sempre
há de ser
e enquanto não é
venham poemas para vender.
eu sou o fruto da minha
raiz,
tão só aquilo que sou
é forma minha, é matriz
e por aí mesmo é que vou.
se me dizem que não é d’
hoje
poesia que não traje
ganga rota
e gesto de
rebeldia
a esses direi somente
que será eternamente
Verdade, a Poesia.
rebeldia em arremedos
aos sete ventos lançada
mais produtiva não há.
são todos bons rapazes
esses rebeldes do
sofá.
as “vanguardas” que venham,
com suas pomposas
bandeiras
e suas bocas bem cheias
de vaidade e presunção,
descartar jardins de rosas
e luares do coração.
no que me diz respeito,
com respeito, como não?
fico na retaguarda a
vê-las exultar.
tenho um verso d’água no
peito
e uma rosa na mão
p’ra não me deixar levar.
(imagem:Léon François Comerre)

2 comentários:
Sim, nós somos frutos das nossas raízes e poesia é a nossa verdade.
Um abraço.
Melodiosa e bela poesia.
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria
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