terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ainda agora... e já memória!



        




Passeávamos naquele remanso de quem não tem relógio nem lhe sente a falta, longe de casa, do trabalho, esquecidos já da palavra cansaço. Seguíamos pela antiga rua da Senhora da Graça, à procura do Museu e da Biblioteca, quando deparámos com as seguintes inscrições num restaurante, daqueles pequeninos e escuros a que vulgarmente chamamos tasca: “Logo há fados." O pequeno cartaz estava afixado na, também pequena, janela com cortinados de chita às pintinhas, (ou aos quadradinhos?!) a lembrar a da “Casa da Mariquinhas”, da canção da Amália. Ao lado, na porta, este anúncio sui generis:




CLIENTES

Precisa-se com urgência

Entrada imediata mesmo s/ experiência.



Combinamos, logo ali, tentar a nossa sorte, mais tarde, à hora do jantar.

Muito luminoso o escurinho, o fadista a puxar a Carlos do Carmo, (se não na voz, na postura e na figura), delicioso o peixe grelhado com todos e mais os outros. (acompanhamentos, claro!).
Não há melhor sensação do que a de nos sentirmos úteis, ainda mais se a tarefa é só “dar ao dente”.


 








 

1 comentário:

chica disse...

Irresistível esse convite, quase uma convocação...Boa comidinha ali dentro! Valeu! bjs, chica