Passeávamos naquele
remanso de quem não tem relógio nem lhe sente a falta, longe de casa, do
trabalho, esquecidos já da palavra cansaço. Seguíamos pela antiga rua da
Senhora da Graça, à procura do Museu e da Biblioteca, quando deparámos com as
seguintes inscrições num restaurante, daqueles pequeninos e escuros a que vulgarmente
chamamos tasca: “Logo há fados." O pequeno cartaz estava
afixado na, também pequena, janela com cortinados de chita às pintinhas, (ou aos quadradinhos?!) a lembrar a da “Casa da Mariquinhas”, da canção da Amália. Ao
lado, na porta, este anúncio sui generis:
CLIENTES
Precisa-se com urgência
Entrada imediata mesmo s/ experiência.
Combinamos, logo ali,
tentar a nossa sorte, mais tarde, à hora do jantar.
Muito luminoso o
escurinho, o fadista a puxar a Carlos do Carmo, (se não na voz, na postura e na figura), delicioso o peixe grelhado com todos e
mais os outros. (acompanhamentos, claro!).
Não há melhor sensação do
que a de nos sentirmos úteis, ainda mais se a tarefa é só “dar ao dente”.

1 comentário:
Irresistível esse convite, quase uma convocação...Boa comidinha ali dentro! Valeu! bjs, chica
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