não repetimos os dias.
são os dias que nos repetem nas mãos
são os dias que nos repetem nas mãos
os gestos até à exaustão.
sem horas, a liberdade
de nos prendermos ao canto
de um pássaro,
a um verso, a uma melodia de
água fresca,
se nos cresce na boca.
sem horas, a chávena de chá
nos vagares das cinco.
os teus braços… eu sei!
os meus braços... tu sabes!
sempre a horas de suportarem o
peso
das pálpebras, quando
cerradas
como janelas ao luar.
não repetimos os dias.
(imagem: Daniel F Gerhartz)

3 comentários:
(belo, isto!)
Não repetes os dias, mas podes repetir a hora de fazer poemas assim, maravilhosos...
Um beijo, minha Amiga Lídia.
Deliciei-me com o teu blog. Encontrei uma certa paz.
Enviar um comentário