segunda-feira, 7 de agosto de 2017

(Das) Rotinas






não repetimos os dias.
são os dias que nos repetem nas mãos
os gestos até à exaustão.
sem horas, a liberdade
de nos prendermos ao canto de um pássaro,
a um verso, a uma melodia de água fresca,
se nos cresce na boca.
sem horas, a chávena de chá
nos vagares das cinco.


os teus braços… eu sei!
os meus braços... tu sabes!
sempre a horas de suportarem o peso
das pálpebras, quando cerradas
como janelas ao luar.


não repetimos os dias.






 (imagem: Daniel F Gerhartz)




3 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

(belo, isto!)

Graça Pires disse...

Não repetes os dias, mas podes repetir a hora de fazer poemas assim, maravilhosos...
Um beijo, minha Amiga Lídia.

Ibel disse...

Deliciei-me com o teu blog. Encontrei uma certa paz.