Este filme de Roman Polansky (2002) fará sempre parte da lista dos meus preferidos, por mais pequena que ela seja.
A invasão da Polónia pelos nazis de Hitler, a criação do Gueto de Varsóvia, a feroz perseguição aos judeus e a música, capaz de "humanizar" até o coração de um oficial das SS que, ao descobrir Szpilman, o pianista judeu, no seu esconderijo, entre os escombros de um prédio em ruínas, (num estado de absoluta falência física, mental e emocional), se deixa comover profundamente pela sua arte. Opta, então, por lhe poupar a vida. Alimenta-o, acompanha-o, secretamente, até que a guerra acabe.
A Arte pode salvar...
Não, não! Não me refiro só ao pianista, destruído pela guerra, pela perda de todos os elementos da família, mas também ao nazi, cujo coração treinado para o ódio, se vê resgatado e dotado da capacidade de Sentir, condição essencial para que a um homem se possa chamar Homem.
Obs. Não sei se
"lenda" se facto histórico, li algures que os nazis nutriam um imenso respeito pela música de Chopin, o que os levou a retirar a urna que guarda o coração do compositor da
Igreja de Santa Cruz, em Varsóvia, durante a ocupação para que não sofresse danos com os bombardeamentos.
(Vá-se lá entender uma coisa destas!) É, pois, muito pertinente a escolha do compositor, por Polansksy e por de mais emocionante a interpretação deste Nocturne, na cena mais arrebatadora de todo o filme.
1 comentário:
Um filme excelente! Mas muito violento como tudo, aliás, que toca de II Guerra... :(
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