(Marielle Franco
durante sessão na Câmara do Rio em 2017)
Para as mentes latejantes de arrogância e tirania,
Marielle Franco era por demais inconveniente, um alvo a abater: mulher,
negra, inteligente, empenhada, lutadora, posicionada do lado dos
fracos, dos estropiados da vida, dos excluídos do “Sistema”, na trincheira
errada em tempos de Mentira, Ilegalidade e Prepotência.
Custa-me ver esta execução, apenas como fruto de uma
guerra ideológica entre esquerdas e direitas, conforme me parece ter percebido
a intenção em muito do que fui lendo, a propósito, porque isso reduz, a meu ver, o
verdadeiro significado desta ação brutal que traz consigo indubitavelmente uma
mensagem de terror, uma ameaça feroz a quantos lutam por melhores condições de
vida, por um futuro para os seus filhos fora do buraco a que foram votados, por interromper o ciclo vicioso
que reproduz as gerações, não dando oportunidade às novas de escolherem ser
diferentes das anteriores. Implementar o medo, perpetuar os estados de pobreza,
de miséria e calar a revolta nas vozes ofendidas, os objetivos eleitos pelos
usurpadores do poder, no Poder.
O fantasma da ditadura parece sobrevoar de novo o país
irmão. Não acredito no olho por olho, dente por dente. Não acredito no combate
da violência pela violência, na luta contra a corrupção, corrompendo. Não
acredito que se limpem as ruas das cidades, acrescentando lixo tóxico ao lixo
doméstico. NÃO ACREDITO!...
Indignação e repugnância por estas praticas
animalescas é quanto tenho a partilhar sobre a morte de Marielle. Não se deixe morrer a causa pela qual esta ativista destemida
deu a vida.
