domingo, 18 de março de 2018

Brasil


                                                                                     (Marielle Franco durante sessão na Câmara do Rio em 2017)


Para as mentes latejantes de arrogância e tirania, Marielle Franco era por demais inconveniente, um alvo a abater: mulher, negra, inteligente, empenhada, lutadora, posicionada do lado dos fracos, dos estropiados da vida, dos excluídos do “Sistema”, na trincheira errada em tempos de Mentira, Ilegalidade e Prepotência.

Custa-me ver esta execução, apenas como fruto de uma guerra ideológica entre esquerdas e direitas, conforme me parece ter percebido a intenção em muito do que fui lendo, a propósito, porque isso reduz, a meu ver, o verdadeiro significado desta ação brutal que traz consigo indubitavelmente uma mensagem de terror, uma ameaça feroz a quantos lutam por melhores condições de vida, por um futuro para os seus filhos fora do buraco a que  foram votados, por interromper o ciclo vicioso que reproduz as gerações, não dando oportunidade às novas de escolherem ser diferentes das anteriores. Implementar o medo, perpetuar os estados de pobreza, de miséria e calar a revolta nas vozes ofendidas, os objetivos eleitos pelos usurpadores do poder, no Poder.
O fantasma da ditadura parece sobrevoar de novo o país irmão. Não acredito no olho por olho, dente por dente. Não acredito no combate da violência pela violência, na luta contra a corrupção, corrompendo. Não acredito que se limpem as ruas das cidades, acrescentando lixo tóxico ao lixo doméstico. NÃO ACREDITO!...

Indignação e repugnância por estas praticas animalescas é quanto tenho a partilhar sobre a morte de Marielle.  Não se deixe morrer a causa pela qual esta ativista destemida deu a vida.