As árvores finalmente
despertam.
Uma claridade nova rodeia
já
a ameixoeira vestida de
noiva
e as trovas em seus ramos
não tardarão a arrancar-nos
das mãos
a insensibilidade fria do
inverno.
Seremos então, amor, um
rumor
alegre de água, a correr
no lugar das mágoas que já não são.
E falaremos de nós
deslumbrados
apenas porque
uma brisa de
março
subitamente nos sobe ao
coração.
