(Foto no mural do Jangada Teatro
https://www.facebook.com/jangada.teatro/)
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O verão, em Braga, é [também], o Mimarte, festival de Teatro de rua, a cumprir a sua 19.ª Edição, já a decorrer em simultâneo com a Feira do Livro, o que obriga alguns a terem de escolher entre o teatro e as leituras, apresentações/tertúlias. Devia ser proibido!
O Festival é um encontro anual de companhias de teatro vindas de diferentes localidades do país, da vizinha Espanha e, este ano, também o México se faz representar por uma companhia - "Teatro de Babel". Apostando numa relação de proximidade com todos os tipos de público, vêm diariamente brindam-nos com a arte, a cultura e a boa disposição, no Rossio da Sé. Ontem foi a abertura e embora a chuva se tivesse feito convidada, muitos foram os que, "apanhados" pelas excelentes interpretações dos atores, não arredaram pé, antes do cair do pano. Eu fiquei. Refrescada. A farsa levada à cena, A Fera Amansada, pelo "Jangada Teatro" que, a partir de Shakespeare, a "reescreveu", gira à volta da temática da "guerra dos sexos, as conquistas amorosas, os casamentos". Mostra-nos uma mulher de "pelo na venta" que acaba seduzida por um caçador de fortunas, Petrúquio. Este gaba-se de, após o casamento, ter sido capaz de a "domesticar" e tornar dócil. Ontem, no Rossio da Sé, vimos a "fera" discordar em absoluto e transformar o "domesticador" em domesticado, o que contraria diametralmente o autor inglês. Assim seria, se Shakespeare tivesse escrito a peça hoje, é uma das falas. Interpretações muito conseguidas, sobretudo na complexa passagem de uma personagem para outra, (interpretadas pelo mesmo ator), recorrendo apenas à postura corporal e à voz. Hilariante!...
Viva o Teatro!
Para mim, termina hoje. Estou de malas feitas e... lá vou eu!
Até depois!
