domingo, 26 de abril de 2020

Ilha





Nenhum raminho de sol
para agitar ao vento
em sinal de paz.
Da agonia do mundo
só ecos de incerteza
bramam
a uma só voz. Rouca.

Silente o poema
toma a direção do mar.
E é seu corpo ilha
acessível apenas
aos que sabem voar.
Imprudente,
procura o refúgio da rocha.

E deixa-nos a sós
com os turbilhões
oceânicos
sibilando 
vorazes 
no cérebro.




Lídia Borges











(Imagem: pesquisa Google, s/ ind. autoria)