quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

25 anos de Correntes D'Escritas






Por estes dias de fevereiro, a Póvoa de Varzim é, desde há 25 anos, um espaço privilegiado para livros, escritores e leitores se encontrarem para refletirem em conjunto sobre  as coisas da literatura, que é o mesmo que dizer, sobre as coisas da Vida. A ficção, a poesia, as políticas, as guerras, os homens, os lobos, os cordeiros, os pastores...
Este ano, porque Abril faz 50 anos e os valores de Abril são ali lembrados e louvados, é maior a minha vontade de marcar presença. Gosto do ar salgado que vem do mar, da frescura do vento e das ideias, do atrevimento da palavra livre, lúcida, quantas vezes tocada de dor e desencanto, mas sempre ciente da sua missão de vigilância e resistência.

Lídia Borges


Matem os escritores primeiro

Matem os escritores primeiro
Antes dos sindicalistas, dos políticos e dos rebeldes.
Matem os escritores primeiro e devagarinho.
Mas não com a lentidão da tortura que leva à escrita de versos
que se cravam na memória.

Mas matem os escritores e os cantautores primeiro porque são livres.
E acorrentam-se com muita facilidade uns aos outros, ao chão que os segura e às palavras malditas, à folha limpa como os dias, à liberdade dos povos maior do que a sua:

[...]

Patrícia Portela, (2024:pag.10) na Revista Comemorativa do Festival.