As palavras também de cansam
dos seres que são
dos mundos que habitam,
das mãos que as moldam.
Quando estão cansadas da aparência que têm,
e do que veem em volta delas,
são como crianças.
Fogem para a rua, transpõem umbrais
abrem-se à aragem, fazem danças de roda.
Não se defendem dos olhares,
não querem saber de tempestades.
Brincam, fazem festas de silêncios.
Se soubessem como
alegram quem as vê correr,
assim imprudentes
para lado nenhum.
Aparecerem e desaparecem,
como um sol entre nuvens.
E não aceitam que as chamem para casa!
Lídia Borges
Lídia Borges
