Os poemas
estão a abarrotar de tragédias.
Pressinto-as,
mesmo que belos, os versos.
E, cada vez
mais, eu admiro os poetas que leio.
São magníficas,
as cidades que os habitam.
Em momentos de
lenta claridade é possível
alcançar, sob
um lúmen impreciso,
o pórtico de
uma dessas cidades.
Por vezes, julgo segurar na ponta dos dedos
uns fragmentos da luz que dela irradia.
Lídia Borges
