sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Lúmen


 

Os poemas estão a abarrotar de tragédias.

Pressinto-as, mesmo que belos, os versos. 

E, cada vez mais, eu admiro os poetas que leio.

São magníficas, as cidades que os habitam.

 

Em momentos de lenta claridade é possível

alcançar, sob um lúmen impreciso,

o pórtico de uma dessas cidades. 

 

Por vezes, julgo segurar na ponta dos dedos

uns fragmentos da luz que dela irradia.


Lídia Borges