Queixa-se o
poeta
da escassez
de estorninhos
em seus
versos feios.
Basta-me a
mim uma pena
para encher
de ninhos
os braços
despidos
de meus
versos verdes.
Não darão
estorninhos
tão aéreos
ninhos?
De onde
então os trinados
que se
inscrevem, nítidos,
na súbita
vibração da aragem?
Lídia Borges (2019:p. 54), Garças, Poética Edições
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