quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Só a mim oiço




 Depois… fica a vida.
 Pálida e grave,
 bago que é em mim e não é eu 
 A vida, aluvião e represa,
 cascata das horas eternas do mero estar. 

 Fica a vida… depois.
 A Poesia, 
 harpa deitada
 no silêncio lento de mil visões
 de costas para este regato magro 
 que me bebe.

 Só a mim oiço!