segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Amenidades Poéticas

[...]

Todas as palavras a ti me conduzem
porque como tu são simples e belas todas as palavras
em sua forma de árvore a construir o poema

Assim
se disser vinho ave ou cântaro
ou fonte ou promontório ou lume ou pão
é ali que tu estás
de pé dentro de cada verso

E se disser mãos ou casulo ou incêndio
mais não faço do que esculpir o teu corpo

[...]

Assim escreve JOSÉ PEDRO LEITE em  O Conhecimento dos vulcões (2015), Círculo de Poesia.

     O José Pedro é uma daquelas pessoas que, mal se conhece, sabe-se logo que está ali um amigo.  Conhecemo-nos numa Feira do Livro do Porto, há uns anos. Ele já sabia de mim, da minha poesia, eu conheci primeiro a pessoa e só depois a poesia. Fomos presença simultânea em alguns eventos (Lamego, Porto) e, porque os nossos "fazeres poéticos" parece irmanarem-se muito naturalmente, em conversa amena e descontraída, combinámos, não há muito tempo, que ele faria uma apresentação de um novo livro meu que viesse a acontecer e eu faria outra de um próximo livro seu. O meu surgiu primeiro, o dele, sei que está a caminho do prelo. Enquanto espero pelo convite oficial para lhe apresentar a obra, em Braga, ele está já "condenado" a apresentar o "Garças" no Porto... 

Se estiver por perto, venha fazer-nos companhia.