O Correntes D’Escritas, na sua 20.ª edição, a decorrer na Póvoa de Varzim, homenageia Sophia de Mello Breyner Andresen, a poeta de Mar Novo, no âmbito do Centenário do seu nascimento. E fá-lo de forma a que todos os intervenientes (escritores veteranos lado a lado com jovens "promessas" da literatura) sejam “obrigados” a evocá-la, pois que, o mote de suporte às comunicações de cada mesa, (12 no total, distribuídas pelos 5 dias do Encontro), é dado a partir de um verso desta senhora da Poesia Portuguesa, da segunda metade do século XX.
Nesta manhã eu recomeço o mundo e Não te ofenderei com poemas, abordagens a que pude assistir hoje e, desse modo, ter acesso a um conjunto muito rico e diversificado de ideias, de olhares sobre os grandes
problemas (irresolúveis?) com que se debatem as sociedades do mundo em que vivemos.
Interessante a visão sobre o papel da Literatura, a tentar defender, com unhas e dentes, um
projeto comum centrado na Humanidade "sem o qual o mundo estará acabado", (cf. Juan
Gabriel Vásquez, autor colombiano). Muito enriquecedor o contacto com as reflexões de gente que faz da vida uma procura constante de respostas para os
grandes e complexos desafios do nosso tempo.
Da
Póvoa de Varzim não se sai sem trazer na alma o arfar mais inquieto
do mar.
E
na tontura das ondas:
Não
te ofenderei com poemas
Não
te ofenderei com poemas

1 comentário:
«Nesta manhã eu recomeço o mundo
e
Não te ofenderei com poemas»
Vou tomar de mote
nas minhas
dominicais liturgias
Enviar um comentário