sábado, 23 de fevereiro de 2019

Searas de Versos



         Por estes dias de fevereiro, o Searas de Versos perfaz 10 anos de existência.
Podia falar desta década, neste lugar que eu quis arejado e amplo, como uma vasta planície, para escrever os meus versos livremente. Podia falar do tempo das Searas, do trigo, do joio, mas os balanços enjoam-me muito rapidamente. Têm sempre um quê de rentabilidade e rentabilidade é uma palavra de que não gosto. São enfadonhos quase todos os balanços, e, diria até, desnecessários, para mim, que tenho sempre as contas em dia.
Porém, parece-me de bom tom relembrar as amizades, poucas é certo, mas verdadeiras. Amizades que sem o Searas não teriam sido possíveis. Pessoas bonitas que acabei por conhecer, pessoalmente, que hoje fazem parte do meu círculo de amigos e com os quais gosto de conviver, de trocar palavras, ideias e afetos.  Presentes envenenados também os houve, por aqui, claro! Foram matéria de reflexão, sistematização e consolidação de (des)conhecimentos – um “curso” necessário, diria até imprescindível para sobreviver neste mundo virtual em que uma cara pode ser uma caraça e caras há de mil caraças distintas, mas nem por isso tão ocultas quanto julgam...

Vou alimentando ainda o Searas de Versos, como única forma de agradecimento às pessoas que me visitam, (uma média de 400,500/dia a confiar no gráfico de estatísticas facultado pelo Blogger), em relação às quais tenho uma dívida de gratidão pelo facto de não terem deixado de me visitar, mesmo depois de eu ter optado por fechar a janela de comentários e, desse modo, ter deixado de interagir. O tempo, a falta dele, um dos fatores que mais pesou na decisão.
Devo agradecer ainda aos autores de páginas outras - “Searas dos versos” – (qual plágio? “DOS” não é DE…) que levaram daqui o nome da rua, o número da porta, os limões dos meus limoeiros, as frésias do meu jardim, como se tudo fora propriedade sua. Fico “vaidosa”, podem crer, sabendo que o “Searas de Versos” é inspiração para “escritores" em crise de criatividade. Sempre gostei de ajudar!
Aos corvos, ao míldio, e outras pragas que, em perigos e guerras esforçados mais do que permit(e)ia a força humana, não lograram levar a cabo seus intentos de destruição das Searas, digo apenas que continuarei por aqui, enquanto souber que me querem bem.

Há na minha “fragilidade” um inabalável - antes quebrar que torcer, muito antigo, que não há meio de ganhar "jeito"!... Teimoso que nem um burro!
OBRIGADA!