Por estes dias de fevereiro, o Searas de Versos perfaz 10 anos de existência.
Podia falar desta década, neste lugar
que eu quis arejado e amplo, como uma vasta planície, para escrever os meus
versos livremente. Podia falar do tempo das Searas, do trigo, do
joio, mas os balanços enjoam-me muito rapidamente. Têm sempre um quê de rentabilidade
e rentabilidade é uma palavra de que não gosto. São enfadonhos quase todos os balanços, e, diria até, desnecessários, para mim, que
tenho sempre as contas em dia.
Porém, parece-me de bom tom relembrar as
amizades, poucas é certo, mas verdadeiras. Amizades que sem o Searas não
teriam sido possíveis. Pessoas bonitas que acabei por conhecer, pessoalmente,
que hoje fazem parte do meu círculo de amigos e com os quais gosto de conviver,
de trocar palavras, ideias e afetos. Presentes envenenados também os
houve, por aqui, claro! Foram matéria de reflexão, sistematização e
consolidação de (des)conhecimentos – um “curso” necessário, diria até
imprescindível para sobreviver neste mundo virtual em que uma cara pode ser uma
caraça e caras há de mil caraças distintas, mas nem por isso tão ocultas quanto
julgam...
Vou alimentando ainda o Searas de
Versos, como única forma de agradecimento às pessoas que me visitam, (uma média
de 400,500/dia a confiar no gráfico de estatísticas facultado pelo Blogger), em
relação às quais tenho uma dívida de gratidão pelo facto de não terem deixado
de me visitar, mesmo depois de eu ter optado por fechar a janela de comentários
e, desse modo, ter deixado de interagir. O tempo, a falta dele, um dos fatores
que mais pesou na decisão.
Devo agradecer ainda aos autores de
páginas outras - “Searas dos versos” – (qual plágio? “DOS” não é DE…) que
levaram daqui o nome da rua, o número da porta, os limões dos meus limoeiros,
as frésias do meu jardim, como se tudo fora propriedade sua. Fico “vaidosa”,
podem crer, sabendo que o “Searas de Versos” é inspiração para
“escritores" em crise de criatividade. Sempre gostei de ajudar!
Aos corvos, ao míldio, e outras pragas
que, em perigos e guerras esforçados mais do que permit(e)ia a força
humana, não lograram levar a cabo seus intentos de destruição
das Searas, digo apenas que continuarei por aqui, enquanto souber
que me querem bem.
Há na minha “fragilidade” um inabalável
- antes quebrar que torcer, muito antigo, que não há meio de
ganhar "jeito"!... Teimoso que nem um burro!
OBRIGADA!
