imagem: Caras Ionut
Um dia, sob uma falsa inocência, perguntaram-lhe por que razão, nunca, em seus poemas, uma caixa de multibanco, um encapuçado, uma faca ensanguentada, um bêbado a "mijar" contra uma parede. Pois se a poesia é a vida!... Assim mesmo, nem mais nem menos.
Respondera, atérmico – É por causa do torcicolo.
Do torcicolo?! Qual torcicolo? - O que se pode arranjar quando a posição da cabeça contraria rigidamente a direção natural do olhar.
Lídia Borges
