A
tonalidade das tuas frases
tem
o fulgor das estrelas
e
a lugubridade do fundo do mar.
Escuto
a tua atenção sobre
palavras
familiares
e
a estranheza que delas te fica
quando
as abres sem ruído.
És
o encontro de sombras e girassóis
de
cardos e veludilhos,
a superfície de um planalto
que
pontua signos e sílabas
com
transparências novas.
O corpo das palavras,
a resvalar entre neve e lava.
O seu destino é já silêncio e música.
Lídia Borges (06/08/2023)
Imagem: pesquisa Gogle
