De súbito, os sonhos, meros equívocos
Paracetamol
(abranda sem curar
as dores da vida, ao passar)
Viver equivocado, a razão primeira
e a última para sonhar acordado.
Porém, esse estado de anestesia geral
gerado pela veleidade
do Ser em modo ideal
é equívoco também.
Sonhando ou não sonhando
não é outra, mas a mesma
a vida que se tem.
Porque os nossos sonhos não são nossos
Outros mais ardilosos, os (des)sonham
para nós.
Quem?! Olha em volta. Não vês ninguém?
De equívoco em equívoco,
com vontade ou sem vontade,
de ilusão em ilusão,
todos vão ao encontro da morte
que essa sim, ó má sorte,
de equivocada tem muito pouco
ou nada.
Lídia Borges (Janeiro 2024)
imagem: Pinterest
