(excerto)
[...]
As andorinhas voltejam, é certo,
e nem uma ponta de romantismo há
nesse ato de voltejar,
apenas o peso na memória
da sua exterioridade excessiva
sedimento improvável da fala.
Reais até à alucinação do verso
que se não dá a colher
e todavia,
infinita, a poesia.
Lídia Borges (2019: p.37) GARÇAS Poética Edições.
Imagem: https://www.fnac.pt/Garcas-Lidia-Borges/a6641883
