Mais escuro o vazio,
mais real a ilusão.
Agora, as minhas mãos dispersam-se
nas flores mortas das manhãs sem sol
em busca dos perfumes perdidos.
Os sorrisos fecharam-se nos rostos.
Os rostos fecharam-se em si
e acabaram submersos
nas teias tardias do ontem.
Terei sido eu a partir?
Serei eu aqui, ou outro
veio morar em mim?
Vão cegando meus olhos em vãs procuras
porque agora é maior a distância,
mais escuro o vazio, mais real a ilusão!
22 comentários:
"Os sorrisos fecharam-se nos rostos.
Os rostos fecharam-se em si
E acabaram submersos
nas teias tardias do ontem."
Gostei muito, em especial esta estrofe.
Lindo!
Um beijo
Também o que me cativou, porque neste momento estou em absorta melâncolia:
"Os sorrisos fecharam-se nos rostos/Os rostos fecharam-se em si/ E acabaram submersos/ nas teias tardias de ontem".
Parabéns, poetisa.
Bom final de semana.
Beijos.
Bello sentir leer tus versos..
Me gustaron..
Un abrazo
Saludos fraternos
Que tengas un buen fin de semana...
Lindos e tristes versos da alma que envelhece.
bom domingo
beijos
Embarcamos nos sonhos,
atracamos na Vida,
pela mão de um(a) Amigo(a)!
Assim me sinto quando te leio.
Esta noite podemos dormir mais uma hora, com a mudança da hora;
pois aproveito essa hora a mais, para visitar os meus amigos da blogosfera, que ando em falha.
Beijinhos.
Lídia,
Quando a ilusão é mais real, está na hora de despertar.
Beijos!
Alcides
Penso que é dos blogues onde gosto mais de ler Poesia! No meu caminho de prosa, gosto de encontrar pessoas como tu que fazem " da ilusão, uma realidade". Bem hajas.
Um beijo.
Graça
*
belíssimo post,
parabéns,
,
agora
são mais largos os sorrisos
é mais espesso o teu perfume
emergiram as palavras
encurtando as distancias . . .
,
Brisas serenas, deixo,
,
*
O poema é lindo mas triste, Lídia. Também não entendo a melancolia da distância. Se estamos mais distantes de uma coisa é porque estamos mais perto de outra.
Desculpa, é esta a minha interpretação.
Um grande beijinho,
Maria Emília
Oi, Lídia, palavras de muita sensibilidade. obrigada por sua visita às minhas releituras. Boa semana.Bjs
É CURIOSA SUA FORMA DE ESCREVER,
ME FEZ LEMBRAR MUITO DE UMA PESSOA. A MANEIRA DO SENTIR SE ASSEMELHAR, NEM TANTO AS PALAVRAS, POIS ELA USA A IMAGEM COMO EXPRESSÃO.
GOSTEI DE TEU POEMA, MUITO.
BJINHOS UMA BOA SEMANA A VC
Que poderei eu dizer se não que, por coincidência, o tema do meu post é o mesmo,
e assim sendo, pode ser ele mesmo o meu comentário ao seu.
Deixei entretando de permitir os comentários no meu blog, o que não quer dizer coisissíma nenhuma...
Beijinhos
João
... quero acreditar que não seja a distância (maior) a causa de um dia interromperes este percurso poético que tanto prazer me dá em ler.
beijos, sorrisos e óptima semana.
verdejantes
margens
[onde as
mãos
aportam]
Eis que sempre chega o agora... e muitas vezes nos faz sentir saudades do agora que ontem foi. :) Boa semana, belo poema!
LINDO,SEM DÚVIDA!!!MAS MUITO TRISTE!TUDO O K FALE EM DISTÂNCIA,ROSTOS FECHADOS,K ACABAM SUBMERSOS...É ALGO RELACIONADO COM O LADO MAIS NEGATIVO DA VIDA! A POESIA É UM ESTADO DE ALMA E ATRAVÉS DELA PODEMOS AVALIAR A TRISTEZA OU ALEGRIA DE QUEM OS ESCREVE...NO ENTANTO É UM POEMA MUITO BELO!!!PARABÉNS,AMIGA
Só tu Lídia, para com palavras de poesia transformares a ilusão em pura realidade!
Bonito, como sempre nos habituaste.
E na ilusão da nossa distância, despeço-me com a realidade de um beijinho.
CR/de
"Agora, as minhas mãos dispersam-se
nas flores mortas das manhãs sem sol
em busca dos perfumes perdidos."
Cara Lídia LINDO!!! Tristemente Lindo....todo o poema...sentio-o tanto...como se fosse meu...
Gosto muito de tudo o que escreve, bem haja!
Beijinhos da,
Margusta
Oi, Lídia, há um selo para você em meu blog. Bjs
Tenho lido e relido este teu poema, de tão bonito que é.
Todos os versos me inspiram comentários e reflexões sobre os sentimentos do meu quotidiano.
Simplesmente lindo e de uma sensibilidade enorme, é o que me ocorre dizer.
Orgulho-me de que pertenças à minha cidade:))
Beijinho
Lidia
A expressão de uma dúvida, colocada superiormente. É lindo e as imagens passam diante dos nossos olhos, diáfanas e por vezes é como estender as mãos e agarrar espuma, nevoa e nuvem.
Para este seu poema deixo umas palavras que
escrevi sequencialmente:
"Nada do que parece é real, mas o real não deixa nunca de não ser aparente"
Beijo
Paz e Luz no seu caminho
Contraditório o facto de utilizar a foto de um rio (via de comunicação por excelência) a ilustrar a ideia de distância...
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