terça-feira, 16 de novembro de 2010

Perde-se no ar o verde


Perde-se no ar o verde
que os olhos não vêem
e a memória expele
para o mais obscuro
recanto
O verde que os pássaros feridos
granjeiam ao abandono no vento

Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta
dos desenganos
Nos enganos dos espelhos
invisíveis
que oscilam à flor da pele
de uma tarde gélida de Outono

44 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Belíssimo, Lidia!
Belíssimo!
Grande abraço...

ana p disse...

Como sempre muito bonito , Lidia
Bj

Rogério G.V. Pereira disse...

Perde-se um e outro verde
que entre um e outro tom balança
que não se perca
poeta
o verde da nossa esperança

(belo, o seu poema...)

poesia del cielo disse...

bela poesia... perder-se no ar o verde... evocar as lembrancas esas que pintan a vida de felicidade o tristeza que se perden no tempo...

lindo poema
saludos
abracos

otima semana

Penélope disse...

Lídia, verde, esta cor da ESPERANÇA que nunca se perde...
Beijinhos, amiga

Jorge disse...

Estimada Lídia,
Antes de mais grato pelos seus comentários nos Azimute e Scorpio - especiais como os considero.
Às tardes gélidas de Outono, que esta bela poesia tão bem retrata, sucedem-se manhãs belas e tranquilas. O Sol nasce e brilha entre as folhas amarelas em que o verde se perdeu.
Bj
J

AC disse...

Perde-se no ar o verde, ganha-se na alma o dourado...
(É sempre tão acariciante a sua poesia...)

Beijo :)

Mona Lisa disse...

O "nosso" Outono não perdoa e com ele amarelecem os sonhos...

Bjs.

Rosario Ferreira Alves disse...

Belo poema. Adorei a cadência. Outonal.
Aliás, adorei toda a poesia deste blog.
Um abraço e obrigada.

RA

Ana Matias disse...

Muito belo!

Abraços!

Flor da Vida (Suelzy Quinta) disse...

Amiga querida, que lindo poema!!! Realmente tocante! Amei de coração! Receba meu carinho, com saudades... Bjsss

Anónimo disse...

Minha amiga Lídia,

Matuto que sou, fico sempre a espiar-te cá de longe. É preciso porém registrar que sua visita ao meu blog é honra imensa! Admiro sua poesia como poucas na blogosfera.

Deixo meu carinho e beijo do lado de cá do oceano,
Fouad Talal.

Nilson Barcelli disse...

Há tantas coisas que perdemos...
Querida Lídia, mais um excelente poema. Gosto da forma como constróis os poemas e da linha melódica das frases.
Beijos, minha amiga.

Sonhadora (Rosa Maria) disse...

Minha querida Lídia

Um poema maravilhoso, como sempre que aqui passo.

Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta
dos desenganos

Quanta verdade...quanta esperança que se perde ao longo da vida.

Deixo um beijinho
Sonhadora

Ana SSK disse...

Quanto bom gosto...

Júlio Castellain disse...

...
Fabuloso.
Abraço, Lídia.
...

ítalo puccini disse...

"cores que perco" achei muito muito bom!

beijos.

Bergilde disse...

Penetrando a fundo nas próprias emoções.Lindo poema!

Dilmar Gomes disse...

Querida amiga Lidia, o seu poema é uma pintura.
Um grande abraço.

MariaIvone disse...

Lídia, em tons de verde lhe envio um abraço de agradecimento pela partilha dos seus belos poemas.

Beijo, grande
MariaIvone

meus instantes e momentos disse...

que belo ler vc, que bom vir aqui...
Maurizio

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

A vida marrom e cinza é para a gente se lembrar do verde e do azul.

Beijos!
Alcides

Unknown disse...

Belísssimo,*****

Beijo.

Ricardo Valente disse...

muito bom!
abraço

Mar Arável disse...

Que não se percam todos os cravos

nos craveiros

para que se cumpram as estações do ano

em todos os apeadeiros

Ana Echabe disse...

Outono a estação da renovação
Expeli da pele do tempo as folhas secas
De um período de sonhos em primavera.
A saudade refletida escondida na face da era chamada esperança.
bjinhos

poetaeusou . . . disse...

*
um esmeraldino poema !
parabéns,
,
são esverdeadas,
as vagas que me assolam,
verdes átomos que me consolam,
nas utopias cantadas !
,
verdes sonhos,
ficam.
*

piedadevieira disse...

Consegui ver esse verde que coloriu o seu poema.
Beijinhos

DE-PROPOSITO disse...

Nos enganos dos espelhos
----------
Por vezes os espelhos falam verdade, só que nós não acreditamos.
--------
Felicidades
Manuel

sonho disse...

Verde é esperança...e a esperança deve ser a ultima a perder...não vamos deixar perder o verde:)
Beijo d'anjo

Maria P. disse...

É sempre um prazer voltar aqui, e ler, ler...

Beijinho*

Cris França disse...

perdi-me... bjs

Mª João C.Martins disse...

Haverá, por certo, uma chama que vivendo imortal dentro de nós, aqueça a fria obscuridade que nos persegue e restaure, aos nossos olhos, o verde que por aí vamos perdendo.

Este é um poema a iluminar esse caminho, numa claridade tanta que apetece ficar, apenas!

Beijinho, Lídia

Sofá Amarelo disse...

O verde dá lugar aos castanhos e amarelos... assim é o Outono, mas sabendo-se que o tempo trará de novo o verde na altura certa... porque o verde nunca se pode perder no ar...

Maria Rodrigues disse...

Amiga lindo poema como sempre. Ao longo da vida vamos realmente perdendo sonhos, mas nunca devemos de deixar de sonhar, pois os sonhos ajudam-nos a percorrer o caminho da vida.
Tenha um fim de semana cheio de paz.
Beijinhos
Maria

Val Cruz disse...

Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta

Lindo!

Bjs querida, e bom fim de semana!

Lilá(s) disse...

perde-se o verde, para dar lugar aos castanhos e vermelhões...
Bom fim de semana
Beijinhos

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Lídia! Passando para me deliciar com mais uma das tuas belas criações.

Beijos e ótimo sábado pra ti e para os teus.

Furtado.

Állyssen disse...

Estou no Repouso das Letras!
Venha me ver!

http://repousodasletras.blogspot.com/2010/11/ao-final-do-dia.html

Beijos!

Nas Asas da Poesia disse...

" Muitas vezes ...
Esquecemos de reciclar nossos sentimentos
De esvaziar as gavetas da Alma
De abrir as janelas
E deixar o sol entrar "

=- Bruno de Paula -=

BOM FDS..........Beijos meus! M@ria

Parapeito disse...

um verde para acreditar ***
brisas doces para ti*

Rosa dos Ventos disse...

Perde-se no ar o verde e ganha-se um belo poema!

Abraço

José Carlos Brandão disse...

Um poema de grande sensibilidade, com imagens delicadas, de uma suave melancolia.
Beijos.

lis disse...

Oi Lída
é preciso manter o verde nas nossas mãos para quando o gélido outono chegar possamos nos render com coragem as quedas bruscas de nossa folhagem.
um grande abraço e obrigada por partilhar