
Perde-se no ar o verde
que os olhos não vêem
e a memória expele
para o mais obscuro
recanto
O verde que os pássaros feridos
granjeiam ao abandono no vento
Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta
dos desenganos
Nos enganos dos espelhos
invisíveis
que oscilam à flor da pele
de uma tarde gélida de Outono
44 comentários:
Belíssimo, Lidia!
Belíssimo!
Grande abraço...
Como sempre muito bonito , Lidia
Bj
Perde-se um e outro verde
que entre um e outro tom balança
que não se perca
poeta
o verde da nossa esperança
(belo, o seu poema...)
bela poesia... perder-se no ar o verde... evocar as lembrancas esas que pintan a vida de felicidade o tristeza que se perden no tempo...
lindo poema
saludos
abracos
otima semana
Lídia, verde, esta cor da ESPERANÇA que nunca se perde...
Beijinhos, amiga
Estimada Lídia,
Antes de mais grato pelos seus comentários nos Azimute e Scorpio - especiais como os considero.
Às tardes gélidas de Outono, que esta bela poesia tão bem retrata, sucedem-se manhãs belas e tranquilas. O Sol nasce e brilha entre as folhas amarelas em que o verde se perdeu.
Bj
J
Perde-se no ar o verde, ganha-se na alma o dourado...
(É sempre tão acariciante a sua poesia...)
Beijo :)
O "nosso" Outono não perdoa e com ele amarelecem os sonhos...
Bjs.
Belo poema. Adorei a cadência. Outonal.
Aliás, adorei toda a poesia deste blog.
Um abraço e obrigada.
RA
Muito belo!
Abraços!
Amiga querida, que lindo poema!!! Realmente tocante! Amei de coração! Receba meu carinho, com saudades... Bjsss
Minha amiga Lídia,
Matuto que sou, fico sempre a espiar-te cá de longe. É preciso porém registrar que sua visita ao meu blog é honra imensa! Admiro sua poesia como poucas na blogosfera.
Deixo meu carinho e beijo do lado de cá do oceano,
Fouad Talal.
Há tantas coisas que perdemos...
Querida Lídia, mais um excelente poema. Gosto da forma como constróis os poemas e da linha melódica das frases.
Beijos, minha amiga.
Minha querida Lídia
Um poema maravilhoso, como sempre que aqui passo.
Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta
dos desenganos
Quanta verdade...quanta esperança que se perde ao longo da vida.
Deixo um beijinho
Sonhadora
Quanto bom gosto...
...
Fabuloso.
Abraço, Lídia.
...
"cores que perco" achei muito muito bom!
beijos.
Penetrando a fundo nas próprias emoções.Lindo poema!
Querida amiga Lidia, o seu poema é uma pintura.
Um grande abraço.
Lídia, em tons de verde lhe envio um abraço de agradecimento pela partilha dos seus belos poemas.
Beijo, grande
MariaIvone
que belo ler vc, que bom vir aqui...
Maurizio
Lídia,
A vida marrom e cinza é para a gente se lembrar do verde e do azul.
Beijos!
Alcides
Belísssimo,*****
Beijo.
muito bom!
abraço
Que não se percam todos os cravos
nos craveiros
para que se cumpram as estações do ano
em todos os apeadeiros
Outono a estação da renovação
Expeli da pele do tempo as folhas secas
De um período de sonhos em primavera.
A saudade refletida escondida na face da era chamada esperança.
bjinhos
*
um esmeraldino poema !
parabéns,
,
são esverdeadas,
as vagas que me assolam,
verdes átomos que me consolam,
nas utopias cantadas !
,
verdes sonhos,
ficam.
*
Consegui ver esse verde que coloriu o seu poema.
Beijinhos
Nos enganos dos espelhos
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Por vezes os espelhos falam verdade, só que nós não acreditamos.
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Felicidades
Manuel
Verde é esperança...e a esperança deve ser a ultima a perder...não vamos deixar perder o verde:)
Beijo d'anjo
É sempre um prazer voltar aqui, e ler, ler...
Beijinho*
perdi-me... bjs
Haverá, por certo, uma chama que vivendo imortal dentro de nós, aqueça a fria obscuridade que nos persegue e restaure, aos nossos olhos, o verde que por aí vamos perdendo.
Este é um poema a iluminar esse caminho, numa claridade tanta que apetece ficar, apenas!
Beijinho, Lídia
O verde dá lugar aos castanhos e amarelos... assim é o Outono, mas sabendo-se que o tempo trará de novo o verde na altura certa... porque o verde nunca se pode perder no ar...
Amiga lindo poema como sempre. Ao longo da vida vamos realmente perdendo sonhos, mas nunca devemos de deixar de sonhar, pois os sonhos ajudam-nos a percorrer o caminho da vida.
Tenha um fim de semana cheio de paz.
Beijinhos
Maria
Perde-se o verde sonhado dos sonhos
no rumor sombrio da floresta
Lindo!
Bjs querida, e bom fim de semana!
perde-se o verde, para dar lugar aos castanhos e vermelhões...
Bom fim de semana
Beijinhos
Olá Lídia! Passando para me deliciar com mais uma das tuas belas criações.
Beijos e ótimo sábado pra ti e para os teus.
Furtado.
Estou no Repouso das Letras!
Venha me ver!
http://repousodasletras.blogspot.com/2010/11/ao-final-do-dia.html
Beijos!
" Muitas vezes ...
Esquecemos de reciclar nossos sentimentos
De esvaziar as gavetas da Alma
De abrir as janelas
E deixar o sol entrar "
=- Bruno de Paula -=
BOM FDS..........Beijos meus! M@ria
um verde para acreditar ***
brisas doces para ti*
Perde-se no ar o verde e ganha-se um belo poema!
Abraço
Um poema de grande sensibilidade, com imagens delicadas, de uma suave melancolia.
Beijos.
Oi Lída
é preciso manter o verde nas nossas mãos para quando o gélido outono chegar possamos nos render com coragem as quedas bruscas de nossa folhagem.
um grande abraço e obrigada por partilhar
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