segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


Hoje não me oiço, não me falo
E do fundo deste tom soturno de mim
Assisto a um terrífico bailado
De algas agrestes
Quebrando corais

Lídia Borges

25 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Ao poeta não se permite
O pesadelo
Pois corre o risco
de deixar de sê-lo

Assino-me

Um moliceiro

Mª João C.Martins disse...

Há sempre azul no silêncio. É com ele que os corais sobrevivem à crueldade das algas!

Tão sucinto quanto belo e profundo. Para levar a iluminar a noite...

Um beijinho de admiração, Lídia!

poesia del cielo disse...

amiga que letras sentidas.. se senten duras dificies con tristeza... espero que tudo melhore...


saludos
otima semana
abracos

Unknown disse...

perfeito,


beijo

A Palavra Mágica disse...

Lídia,

Por vezes precisamos ser apenas observadores, pois há ações que não nos compete.

Beijos!
Alcides

vieira calado disse...

Também eu...

Com o que passou ontem!

Saudações poéticas

Anónimo disse...

Profundo como o oceano. Lindo, amiga!

Beijo.

Unknown disse...

Bom dia Lidia

Isto vai de mal a pior....

mas a imagem transmitida está linda...

Flor de Jasmim disse...

Lidia
É uma imagem linda, acompanhada de palavras que fazem muito sentido.
Beijnho

Dilmar Gomes disse...

Lindeza, amiga.
Um grande abraço.

João de Sousa Teixeira disse...

(há por aqui um sentimento semelhante, digo eu):

DA VIDA

Não tenho pressa
não sou de pressas
ainda que o julgues
ou isso te pareça essencial

deixo a tarde adormecer num beijo
quero da noite apenas a cintura

eis o meu recado: não tenho pressa
e ao dizer-to fico
com uma pressa enorme que amanheça

(ALEGRIA INCOMPLETA)

Beijinho
João

Mar Arável disse...

entretanto sopremos nas cinzas

para o mar continuar aceso

a rasgar caminhos
de amanhãs

ítalo puccini disse...

poema sem título.

ótemo.

Branca disse...

Olá Lídia,

Sentido e sucinto desabafo em tons mesclados de belas cores, com um azul de esperança ao fundo, por onde espreitam os sonhos.

Desculpa alguma ausência por estes dias, muito cansaço só me têm permitido visitar duas ou três pessoas por dia e às vezes nem isso.
Estou a recuperar, :)

Beijinhos
Branca

luís filipe pereira disse...

Muito bela esta construção poética, esta imersão no silêncio, no fundo sem fundo da fala, para que brotem as surpresas mais prodigiosas, as que a palavra poética faz emergir.

com admiração
filipe

Nilson Barcelli disse...

Isso passa.
Não tarda nada para que bailes acariciada pelas algas, olhando embevecida os corais a reluzir...
Excelente, gostei imenso deste teu poema curto.
Beijos, querida amiga.

Parapeito disse...

direi : um poema dorido..mas belo
brisas doces****

Zélia Guardiano disse...

Beleza, Lidia!
Versos escritos com esmero...
Gostei demais!
Abraço.

Runa disse...

Uma imagem poética e profunda, das profundezas da alma. Belo.

Beijos

Runa

Pedro Gaivota disse...

Por vezes é bom ficar assim, pasmando, simplesmente...

AC disse...

Às vezes a alma do poeta fica assim, em quebranto, mas sempre raiada de beleza...

Beijo :)

Mona Lisa disse...

Em poucas palavras, mostraste-nos a tua alma.

BELO!

Bjs.

Mel de Carvalho disse...

Só o silêncio torna audíveis os sinais e os códices universais. Só o silêncio despoleta em nós o essencial.

Belíssimo, como imagino seja o mundo dos corais agrestes.

Beijo com gratidão
Mel

Graça Pires disse...

Muito belo!
Beijos.

Sempre disse...

É no silêncio que a alma se encontra e se perde. Ele diz-nos tanto. Encantador. Beijinhos ;)