Vladimir KushOutrora eram lisos os atalhos
E macias as cumplicidades.
As minhas palavras sabiam de cor
O caminho para o teu coração.
Mas isso era quando eu tinha
Sempre o que te dizer.
Quando as nuvens brancas
Tocadas pelo vento
Eram flores ou búzios
Pássaros ou peixes.
Era quando nas minhas veias
Corria a luz de um sol
Sempre aceso.
Era no tempo em que as palavras
Tinham o sopro dos deuses
Que só sabem coisas
Edificadas sobre a poesia e o amor.
Era no tempo em que à entrada
Da noite, na minha rua,
Não havia versos sem-abrigo
Encostados a portas solidamente
fechadas.
Lídia Borges
E macias as cumplicidades.
As minhas palavras sabiam de cor
O caminho para o teu coração.
Mas isso era quando eu tinha
Sempre o que te dizer.
Quando as nuvens brancas
Tocadas pelo vento
Eram flores ou búzios
Pássaros ou peixes.
Era quando nas minhas veias
Corria a luz de um sol
Sempre aceso.
Era no tempo em que as palavras
Tinham o sopro dos deuses
Que só sabem coisas
Edificadas sobre a poesia e o amor.
Era no tempo em que à entrada
Da noite, na minha rua,
Não havia versos sem-abrigo
Encostados a portas solidamente
fechadas.
Lídia Borges
38 comentários:
Era no tempo que procurava o tempo das palavras que salvavam, que despertavam, e corria sempre o sol e era suave o tempo e os relógios punham o tempo do nosso lado.
Meu Deus! Com esta canção de fundo e os quatro primeiros versos...
Falta-me ar, minha amiga!
Lindo! Lindo!
Beijinhos
Lídia.Sempre em algum momento terá que dizer,é muito agradável ler palavras simples e que tanto dizem...por menos a minha pessoa, que sou simples.
Beijinho e bom Ano 2011
Lídia,
Ao som desta música, as tuas palavras entram como memórias, como tempo que foi de chuva lisa, onde se transpunham sóis sem poente.
Deixas-te-me assim a meio tom do dentro e do fora.
bj
"As minhas palavras sabiam de cor o caminho para o teu coração"...naquele tempo em que os atalhos eram lisos! Mudaram as palavras? Ou os caminhos já não têm espigas cheias de fé e amor?
Mas a poesia continua a pôr brasas no nosso coração e ainda bem!
Beijo
Graça
Correndo sol pelas veias...só pode, pra escrever tão bonito.
suaves momento na que o amor era asim de lindo de se caminhar suave liso sin pedras...letras muito lindas ...
saludos
linda semana
abracos
Poemas podem abrir portas...
Bj
Belíssimo este teu poema, como um sopro da voz dos Deuses...
Desejo-te um excelente ano com muita poesia e tudo de bom.
Bjs
Chris
Obrigada Lídia, Feliz 2011 também para ti.
Poema muito bonito, parabéns.
Beijo.
poema estupendo, maravilhoso
beijo
Este poema aqueceu o meu peito. E, por isso, agradeço-te.
Um beijo
Olá, boa noite, vim desejar-te um fim de semana cheio de alegrias, abraço.
"Muitas pessoas pensam que a felicidade somente será possível depois de alcançar algo, mas a verdade é que deixar para ser feliz amanhã é uma forma de ser infeliz." (ROBERTO SHINYASHIKI)
Lidia
Diga-me como faz
Procura as poesias?
Ou são elas
que lhe escorrem da alma
e lhe inundam as mãos
assim
todos os dias?
Outrora as palavras eram lisas e suaves. Sabia o caminho para o teu coração.
Muito bonito este poema que nos faz recuar no tempo e reviver o encanto e a saudade de amar sem palavras nem gestos.
"Era quando nas minhas veias
Corria a luz de um sol
Sempre aceso."
obrigada pela visita e pelas palavras deixadas no meu "Ortografia". Passarei aqui mais vezes.
Beijos.
Ontem, não sei porquê, não consegui aceder a este post. Afinal teria perdido se não tivesse insistido: é um poema excelente!
Beijinho
João
"mas isso era quando eu tinha sempre o que te dizer...".
E porque já não tens nada para "lhe" dizer?
As palavras não te faltam e olha que são bem coloridas de amor. Elas não se cansam, os nossos sentires não param, preguiça não é, sei-o bem. O que é?
Abre essas portas, pede ao vento, aos Deuses, que o tragam e diz-lhe que à muito o esperavas.
bj...nho
Olá bom fim de semana. Estou convidando você para participar do meu blog neste fim de semana sábado ás 09 horas minha coluna poética. Ás 13 horas uma homenagem ao piloto Ayrton Senna e ás 17 horas chá das 5. Conto com você lá.
Este é o endereço de meu blog: informativofolhetimcultural.blogspot.com
Magno Oliveira
Folhetim Cultural
Perfeita sintonia!
Imagem palavras e som!
Bjs dos Alpes
Belo este ancorar nas memórias
para que se cumpra
o destino dos barcos
"...Da noite, na minha rua,
Não havia versos sem-abrigo
Encostados a portas solidamente
fechadas..."
Sensibilidade no atual e nas memmórias de quem assim escreve.Emocionei-me...poesia de verdade!
Bjs
Lídia,
A poesia também se ressente da penumbra dos dias.
Magnífico!
Beijo :)
Lídia
E as palavras são, na tua poesia, como bilros soprados pelos deuses a rendilhar a essência do mundo. Assim, lendo-te, por muito tortuosos que sejam os caminhos, continuo na mansa cumplicidade de sentir o quanto podem ser lisos os atalhos, se assim o quisermos!
Beijinhos
sempre magnífico!
Beijinhos
Lidia, talvez seja da minha sensibilidade, da minha fragilidade, mas, querida, este foi o teu poema que mais me marcou.
"...
Da noite, na minha rua,
Não havia versos sem-abrigo
..."
Mas, Lidia, os versos nunca tem abrigo, os versos são sonhos soltos ao vento.
Beijo, de muito afecto, Lidia.
Carlos
Querida amiga, tão lindo mas tão nostálgico. É doloroso quando damos conta que perdemos o caminho para o coração de quem queremos.
Tenha um maravilhoso fim de semana
Beijinhos
Maria
Outrora havia extensos areais onde os amantes se refugiavam.
Beijo
Boa semana
Há tempos que parecem não ter existido, ou aconteceram paralelamente a este tempo de portas fechadas para os sonhos.
Lindo, Lídia!
Beijo.
Fiquei estarrecida, a sua poesia é abençoada.
Um beijinho
Macia é a voz das suas palavras!
Um poema onde a luz do sol está sempre acesa!
Belo!!!
Beijinho
Muito lindo! Gosto! Aliás gosto sempre dos seus poemas. Têm imagens muito belas e as palavras são sempre muito bem encadeadas.
Muito obrigada!
Me encantaram os seus versos, especialmente esse trecho:
"...Não havia versos sem-abrigo..."
Um beijo carinhoso.
Que os atalhos deixem de ser sinuosos e as portas se escancarem de par em par. Bj com carinho ;)
Lídia,
Agradeço a visita e generosas palavras!
Gostei muito do que vi e li aqui,
Tua sensibilidade é uma fragância rara..
voltarei com certeza!
abraços poéticos!
Belíssimo!
peixe
voador
[sem
escamas]
Hoje, por me ter lembrado deste poema, resolvi copiá-lo inteiramente e incluí-lo no meu blogue.
Espero que a minha lembrança de transmitir aos meus amigos algo de bom que ser faz neste país, não desmereça a sua aprovação.
Assim; vidé:
»»http://joe-ant.blogspot.com/2011/07/caminhos-escolhidos-ao-acaso.html
Sempre a merecer toda a minha consideração por essas "searas" ao vento.
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