domingo, 16 de setembro de 2012

Verbos




Em si tanto se demoravam as esperas
Que um dia, ao acordar, descobriu-se ave  
E cantou longe da voz que lhe anoitecera
A garganta 
Letra a letra rasgou o deserto que lhe secava
Nas mãos.

E partiu de novo...


Lídia Borges
(no último texto aqui publicado)

Era minha intenção dar a este verbo "partir" o signo de "ir à luta". 
Entendeu até quem não leu.




15 comentários:

Penélope disse...

Ir à luta sempre assim - com determinação e cheia de sentimentos. Muito belo!
Um grande abraço e emu carinho, sempre, Lídia!!!!

chica disse...

Entendi e gostei,Lidia!! beijos,chica e ótima semana!

Mona Lisa disse...

A luta terá que continuar...

Beijos.

Graça Sampaio disse...

Partimos para a luta! E há que continuar, sem olharmos para trás!

Beijo.

Fê blue bird disse...

Amiga Lídia:
Temos todos que conjugar o verbo LUTAR!

Beijinhos

Rogério G.V. Pereira disse...

Um poeta com asa?
A partir?
Agora nem se espere pausa
(Se é que antes havia...)

Unknown disse...

eu comungo, conjugo e vicejo



beijo

Cecília Romeu disse...

Lídia, querida!
Por vezes, temos que nos fazer aves, mas aves num voo coletivo a procurar destinos e trilhas invisíveis, a partir para os sonhos, as conquistas e tornar tudo possível, assim mesmo, como aves...

Beijos!

Lídia? 'No último texto aqui publicado?' É isso mesmo?
Tomara eu tenha entendido errado...

a d´almeida nunes disse...

E como esse verbo "partir" nos traz intensas recordações e nos faz reviver tantas emoções!

Luta intensa, tensa, dramática também.
Datas que me ocorrem:
Outubro de 1966, partir para uma aventura adamastórica, jovem à espera de ir para a tropa, exercer a função de professor do Ensino Secundário, 11 disciplinas diferentes, experiência zero...
13 de Junho de 1969, partir rumo a Moçambique, em luta comigo, pela família, pela minha filha a caminho;
25 de Abril de 1974, partida para uma luta que continua;
15 de Junho de 2012, ponto de partida para uma batalha sem quartel contra a demagogia e a prepotência.

Bj

Mateus Medina disse...

E esperamos todos que seja apenas o primeiro capítulo dessa luta tão necessária...

bjos

Mª João C.Martins disse...



Que nunca por medo ou outra angústia maior, se fechem as asas.
O mundo é bem melhor quando céu e terra se rasgam de voos e viagens e nos sentimos, pássaros de um bando que não desiste de ver horizontes.

Um beijinho

Nilson Barcelli disse...

Não era fácil dar ao verbo "partir" o signo de "ir à luta"...
Sinceramente, interpretei-o como "emigrar"...
Mas o povo foi à luta e nada será como dantes (espero eu e muitos que lá estiveram...).
Lídia, querida amiga, um beijo meu.

Sílvia Mota Lopes disse...

Claro que entendemos!!! :)

Thuan Carvalho disse...

A voz que anoitece a garganta deve acordar o que há dentro...

e partir.


[eu vou partir também, se a definição do verbo for a sua.]

=]

Emília Simões disse...

Lindo!
E vamos continuar a rasgar desertos nesta aridez que nos queima.
Um beijo.