Katia
Chausheva
Mais uns
passos, poucos, e terei chegado
ao limiar da
palavra. Habitá-la como,
se o tempo é
sem sentido, ele próprio
de poucas
falas, de muitas facas?
Como permitir,
contudo, que tudo se dilua
na insubstancialidade
do berço e da morte?
Alguma coisa deve permanecer
neste jardim
de vozes no meu coração.
Se assim não
for, que farei dos verbos que me deste?
Dos adjectivos,
da urze que se azula dentro dos meus livros
Da melancolia
dos salgueiros, das lembranças...
Da esperança?
Das flores?
Do amor?
Do amor?

21 comentários:
Num coração grande
Cabe tudo, inteiro
Que é feito da esperança, do amor, da solidariedade e da bonança?
Que é feito dos valores passados?
Que é feito da porta aberta
feita de alegria?
Que é feito do amor ao próximo?
Lindos seus versos!
Maria Luísa
Falta-nos dar esses passos que tirem a dúvida permanente de virmos a ser... nada.
Bj
J
Olá,
Acabei de (re)iniciar um blog e navegando por estas bandas deparo-me com teu lindo blog, permeados das mais belas palavras. Sigo. Se puder e quiser visite-me!
Endereço: http://palavreandoemocoes.blogspot.com
Gislãne Gonçalves
Efémeros são os limiares e ténues os horizontes.
Bjos
Talvez da esperança e da flor venham as respostas. Gostei muito da tela e do poema que a acompanha.
Boa noite!
«...terei chegado ao limiar da palavra...» Como poderá isso acontecer quando a domina, a usa e a modela tão bem?
Beijo.
Esta sensibilidade com que escreve é única! obrigada pela delicadeza com que nos presenteia.
Bjs
um dia com os verbos
farás um novo poema
muito belo!
beij
Tudo cabe numa alma como a tua.
Beijinhos
Singelo!
Tantas palavras ainda para serem plantadas no canteiro do teu coração!
Beijo
Graça
Minha querida
Nas mãos com que escreves cabem uma imensidão de sentimentos, nunca se esgotam.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Gostaria que as palavras de amor, as mais belas e simples, não morressem.
Desejaria que fossem eternas e que fossem ainda fonte de entendimento entre os povos e nações.
Obrigado pelo comentário à simplicidade de - fala-me
haverá talvez que romper as fronteiras da palavra. lapidar-lhe as arestas da dúvida - para que o dia se erga de novo: "claro e límpido"...
gostei muito.
beijos
Nunca te canses das palavras vivas
Belo
Genial, como sempre no uso das palavras e mesmo quando pensas que não conheces-lhes todos os segredos.
E mais uma vez me delicio a ler-te.
Beijos
Sim Lídia
... 'alguma coisa deve permanecer' já que a nova geração encontrará os deuses mortos e nossa fé abalada.
A vantagem é que ainda temo esses corações que usam as palavras em canto otimista _ certamente virão as flores e daí_o amor!
abraços e boa semana
Habitar as palavras é uma das magias dos poetas :-)
belo!
A interrogação, companheira constante. E sempre à espera de uma carícia.
Beijo :)
O Espírito permanece, assim como o amor. O verdadeiro amor, tão abudantemente raro...
beijos
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