sem
romance, sem paisagem nem lisonja,
o
sem sentido da Cidade.
sua
enormidade
seu
anonimato
sua
angustiante solidão
refugiada
atrás das portas
do
passado.
aqui
e agora, uma terra desflorada
de
trovas de amor ao luar,
pela decadência irreversível
dos
dandys aviltados,
uma
terra de flores parnasianas
atiradas
à lixeira...
e um desejo absurdo
de sofrer,
que
emerge do poema de Cesário,
o
gás enjoativo à flor do sangue,
impiedoso
alimento
continuamente
servido à
mesa
e uma [incurável] inaptidão
e uma [incurável] inaptidão
para
o demais, para o vindouro.

2 comentários:
Ia a meio da leitura do poema e já me estava a lembrar dos versos de Cesário... e aí eis que ele aparece (quase) em carne e osso...
Beijinhos, Poeta!
e se esse vindouro
não fosse mais do mesmo
e fosse outro?
renascias hábil?
serias outra?
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