Na casa onde entramos,
lado a lado como sempre,
não
se encontram estranhos
sentados
no sofá ou
deitados
na cama do quarto maior
ou mesmo deambulando no jardim,
a importunar nossas borboletas e flores,
eternas.
Porém,
depois dos velhos livros,
sempre os mesmos,
lidos até onde se dissipa o dizer,
depois de certas palavras,
agosto sol fonte corpo cítara,
depois
das esperas sem pressas,
dos
beijos, dos poemas contidos nas bocas,
nas mãos nos sentidos,
apenas
humanos,
quase
tristes.
