quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Estranhos



Na casa onde entramos,
lado a lado como sempre,
não se encontram estranhos
sentados no sofá ou
deitados na cama do quarto maior
ou mesmo deambulando no jardim,
a importunar nossas borboletas e flores,
eternas.


Porém, depois dos velhos livros, 
sempre os mesmos,
lidos até onde se dissipa o dizer,
depois de certas palavras,
agosto sol fonte corpo cítara,
depois das esperas sem pressas,
dos beijos, dos poemas contidos nas bocas, 
nas mãos nos sentidos, 

apenas humanos, 
quase tristes.