aonde o olhar se perde,
nos longes íngremes da
Incerteza,
a espera
é tudo o que esperamos de
nossos braços
[exaustos]
na curva embrumada dos tempos.
É tudo o que esperamos,
a espera.
Água que em recantados
sobressaltos
nos corre por dentro
de veia em veia, de
pedra em pedra,
de susto em susto,
de palavra em palavra
até à completa ausência do som.
Há de chegar.
E no corpo que der à
Incerteza
os ecos proeminentes da dor de nada
sabermos...
de nada.
Lídia Borges
(Imagem: pesquisa Google, Luís Miguel)
