Que poema de
paz agora me apetece!
Sereno,
Transparente,
A sugerir
somente
Um rio já
cansado de correr,
Um doce
entardecer,
Um fim de
sementeira.
Versos como
cordeiros a pastar,
Sem o meu nome,
em baixo, a recordar
Os outros que
cantei a vida inteira.
Miguel Torga,
"Diário XIII"
