Intentei reinventar os verdes versos naufragados no rio que me corre entre uma e outra mão, mas cansei os olhos na poeira de assoladas esperas.
Enrolo agora o tapete das minhas viagens, travessias a cores entre margens indefinidas, verbos na procura incessante de regresso aos poemas nunca escritos que guardo dentro de mim.
Pintura: Quint Buchholz
19 comentários:
Belo equilibrio
na assimetria
Conheço-te. Sei de ti. Sei que se intentaste reinventar os verdes versos naufragados, terás conseguido teu intento. Descansa um pouco. Nós esperaremos depois de desassorear o rio e mantermos uma escala vigilante de faroleiros definidores de margens.
Apresta o teu navio,
traz-nos teus poemas ao nosso rio
Rogério Pereira
Tem momentos que eles escapam como areia entre os dedos, mas lhe renderam este texto tão poético.
beijos
Desejo a você tudo de mais lindo e especial que existe nesse mundo,
que conquiste todos os seus sonhos e objetivos e possamos estar juntos
por muito tempo em nossas vidas,
Sua amizade me faz muito feliz obrigada por estar sempre comigo.
Deixando sempre sua mensagem de carinho
que faz os meus dias ser melhor e mais bonito.
Um linda semana beijos e meu carinho,Evanir..
POSSÍVEL FAROL
À deriva, motes e metáforas,
dão à costa.
É agora a vez do oceano desaguar,
em préstito, nos rios
de água e musgo
que se estendem, ávidos de espuma
e caudalosa poesia.
Beijinho
João
Haveremos, Lídia, de reinventar caminhos onde sejamos poemas escritos e estrofes imaginadas de uma Ode só nossa. E tudo o demais ficará por conta da viagem derradeira...
Beijinho Lídia
Gratidão pela partilha
Mel
a mão que toca a outra mão
onde correm os rios
regresso sempre aqui
tantas as vezes em silêncio, com um receio tolo de lhe quebrar as palavras
as que já têm forma e as outras, ainda enroladas em si
um abraço, Lídia
manuela
Amiga Lídia, teus versos estão bem guardados e protegidos, e, no momento oportuno eles aflorarão e pedirão para serem grafados.
Um abraço fraterno.
E que regresso... Maravilhoso!!! Com certeza você voltará melhor do que foi.
Beijos
Quando o regresso se enche de palavras...
Saudades, querida Lídia.
Beijo meu.
Há muitas viagens da qual voltamos sem um poema pretendido, que fica lá guardado esperando a liberdade que talvez nunca lhe venha. Mas neste teu tapete não faltarão versos a trazer à tona, minha amiga, tenho certeza...
beijo.
Muito bonito!
As imagens têm a sorte de conter as palavras exactas.
Muito bonito, mesmo!
Deambulando entre as margens do rio, das palavras retidas nos lábios que ficaram nas mãos que não conseguiram escrever, a luz do farol ilumina a aurora e no voo do pássaro, inaugura a viagem de verdes a percorrer. Fiquei imersa entre a imagem e a poesia, num tapete suspenso. Beijinhos ;)
Em regresso somos. E ficamos sempre mais.
belo regresso :-))
Lígia!
Mais uma curva de rio
mais riso e mais pranto
os caminhos se espalmaram
como dedos de espanto.
Belíssimo!
Um beijo
Um lindo blog que estou seguindo desde agora! As águas que passam não voltam a menos que sejam poesia. Um abraço, Yayá.
Adorei a imagem e as palavras.
Lídia
Haverá sempre um verso a reinventar o que foi dito, o que falta dizer e tudo o mais que não sabemos ainda. Assim... como quem espera a chegada da maré para se fazer palavra e nela, reencontrar uma nova forma de ser vida.
E o que tu sabes de palavras e marés, minha amiga.
E tanto que eu me sinto dentro delas.
Um beijinho
vi.andante
de mãos
l a r g a s
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