segunda-feira, 27 de junho de 2011

Regresso

  

Intentei reinventar os verdes versos naufragados no rio que me corre entre uma e outra mão, mas cansei os olhos na poeira de assoladas esperas.
Enrolo agora o tapete das minhas viagens, travessias a cores entre margens indefinidas, verbos na procura incessante de regresso aos poemas nunca escritos que guardo dentro de mim.
       






 Pintura: Quint Buchholz

19 comentários:

Mar Arável disse...

Belo equilibrio

na assimetria

Anónimo disse...

Conheço-te. Sei de ti. Sei que se intentaste reinventar os verdes versos naufragados, terás conseguido teu intento. Descansa um pouco. Nós esperaremos depois de desassorear o rio e mantermos uma escala vigilante de faroleiros definidores de margens.
Apresta o teu navio,
traz-nos teus poemas ao nosso rio

Rogério Pereira

angela disse...

Tem momentos que eles escapam como areia entre os dedos, mas lhe renderam este texto tão poético.
beijos

Evanir disse...

Desejo a você tudo de mais lindo e especial que existe nesse mundo,
que conquiste todos os seus sonhos e objetivos e possamos estar juntos
por muito tempo em nossas vidas,
Sua amizade me faz muito feliz obrigada por estar sempre comigo.
Deixando sempre sua mensagem de carinho
que faz os meus dias ser melhor e mais bonito.
Um linda semana beijos e meu carinho,Evanir..

João de Sousa Teixeira disse...

POSSÍVEL FAROL

À deriva, motes e metáforas,
dão à costa.
É agora a vez do oceano desaguar,
em préstito, nos rios
de água e musgo
que se estendem, ávidos de espuma
e caudalosa poesia.

Beijinho
João

mel de carvalho disse...

Haveremos, Lídia, de reinventar caminhos onde sejamos poemas escritos e estrofes imaginadas de uma Ode só nossa. E tudo o demais ficará por conta da viagem derradeira...

Beijinho Lídia
Gratidão pela partilha
Mel

manuela baptista disse...

a mão que toca a outra mão
onde correm os rios

regresso sempre aqui
tantas as vezes em silêncio, com um receio tolo de lhe quebrar as palavras

as que já têm forma e as outras, ainda enroladas em si

um abraço, Lídia


manuela

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, teus versos estão bem guardados e protegidos, e, no momento oportuno eles aflorarão e pedirão para serem grafados.
Um abraço fraterno.

Anónimo disse...

E que regresso... Maravilhoso!!! Com certeza você voltará melhor do que foi.

Beijos

Graça disse...

Quando o regresso se enche de palavras...

Saudades, querida Lídia.

Beijo meu.

Celso Mendes disse...

Há muitas viagens da qual voltamos sem um poema pretendido, que fica lá guardado esperando a liberdade que talvez nunca lhe venha. Mas neste teu tapete não faltarão versos a trazer à tona, minha amiga, tenho certeza...

beijo.

Graça Sampaio disse...

Muito bonito!
As imagens têm a sorte de conter as palavras exactas.
Muito bonito, mesmo!

Sempre disse...

Deambulando entre as margens do rio, das palavras retidas nos lábios que ficaram nas mãos que não conseguiram escrever, a luz do farol ilumina a aurora e no voo do pássaro, inaugura a viagem de verdes a percorrer. Fiquei imersa entre a imagem e a poesia, num tapete suspenso. Beijinhos ;)

AnaMar (pseudónimo) disse...

Em regresso somos. E ficamos sempre mais.
belo regresso :-))

Anónimo disse...

Lígia!
Mais uma curva de rio
mais riso e mais pranto
os caminhos se espalmaram
como dedos de espanto.

Belíssimo!

Um beijo

Artes e escritas disse...

Um lindo blog que estou seguindo desde agora! As águas que passam não voltam a menos que sejam poesia. Um abraço, Yayá.

Anónimo disse...

Adorei a imagem e as palavras.

Mª João C.Martins disse...

Lídia

Haverá sempre um verso a reinventar o que foi dito, o que falta dizer e tudo o mais que não sabemos ainda. Assim... como quem espera a chegada da maré para se fazer palavra e nela, reencontrar uma nova forma de ser vida.

E o que tu sabes de palavras e marés, minha amiga.
E tanto que eu me sinto dentro delas.

Um beijinho

lupuscanissignatus disse...

vi.andante

de mãos

l a r g a s