quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Que farei eu...




Que farei eu senão
recriar no ritmo das mãos
o rio, o barco, a vela...

Que farei eu senão
inventar o vento na margem
onde a viagem se atraca.

26 comentários:

Val Cruz disse...

Que faremos nós então... Sem os devaneios destes pensamentos.

Bjs Lídia! Saudades de sua poesia e simpatia.


ps.: adorei a música!

Isabel disse...

Bonito.
Lídia já coloquei o seu poema.
Muito obrigada.
Um beijo

chica disse...

E a imaginação te fará inventar tudo...Linda poesia!beijos,chica

Cris França disse...

Inventar o vento....ai como é bom ler essas coisas de poetizas! lindo, completo, adorei! bjs

Mar Arável disse...

... e já é tanto

Celso Mendes disse...

Lindo! Um poema sucinto com uma gigantesca significação com um perfeito arranjo de palavras. Palavras ao vento, poemas aos olhos, viagens à mente.

Um beijo, amiga.

Artes e escritas disse...

Inventar o vento para que o barco ande, gostei. Um abraço, Yayá.

Anónimo disse...

Afinal, navegar é preciso, poetiza... viver não é preciso...
Beijokas.

Unknown disse...

Mais um belo poema.
Parece que as mãos e os seus movimentos recriam todas as imagens dos barcos e das viagens, dos portos e das paragens.

João de Sousa Teixeira disse...

Atracar o barco e até o rio
(o rio não navega; é navegado)
nunca o vento e tampouco o invento
de partir de novo...

Beijinho
João

Flor de Jasmim disse...

Atracados estão mais seguros, mas não foi para isso que foram feitos.
Beijinho muito grande

Dilmar Gomes disse...

Amiga Lídia, beleza de poema e de imagem.
Um grande abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas um lindo dia.

Rosa dos Ventos disse...

E eu à deriva!

Abraço

Ricardo e Regina Calmon disse...

De poesia em poesia, a vida vivemos, em solidariedade e amor abissal ,sempre em superior nível,A AMIZADE!

Viva La Vida

bzix

Paulo disse...

O que farei eu quando o sonho deixar de "comandar" a vida....
Talvez morra na cama, onde a morte é natural, mas, ainda assim, que morra em Portugal...
Beijo
Paulo

Urban Cat disse...

A vida é uma viagem.

Mª João C.Martins disse...

E há sempre, a nascer da raiz dos nossos pulsos, uma valsa pronta a rodar à volta da nossa vida. E assim floresce tudo o que recriamos.
Tal como o poeta, na poesia.

Um grande e carinhoso beijinho para ti, Lídia.

Branca disse...

E hoje recreaste mesmo "...o rio, o barco, a vela..." e inventaste "o vento na margem" quando no local de trabalho o tema discutido me fez lembrar um poema teu e de repente "saquei" dele, como dizem os miúdos e ei-lo que se tornou um oásis na escravidão das horas de que fala o nosso amigo Eufrázio (venho agora de lá) e está tudo tão associado, que é até impressionantemente bonito como há um conjunto de circunstâncias em que estamos todos juntos.

Hoje estiveste onde nem pensaste estar, porque a poesia nos leva a todo o lado...

Beijos e obrigada pelos lindos versos.

Branca

Francisco Coimbra disse...

Versos (atracados) presos a palavras que os levam, em beleza! Bjs

Jorge Pimenta disse...

"onde estão as barcas,
onde são as ilhas?"
[eugénio de andrade]

porque todos os ventos são [im]possíveis.

beijinho!

Mateus Medina disse...

Adorei a metáfora de "inventar o vento na margem, onde a viagem se atraca".

Muitas vezes precisamos mesmo inventar qualquer coisa, que impulsione qualquer outra =)

bjos

OceanoAzul.Sonhos disse...

E de suas mãos nascem poemas onde podemos navegar e atracar, para aí, delicadamente sentir as palavras, uma a uma.

Um abraço
oa.s

lis disse...

Oi Lídia
coloco-me em estado de poesia sempre que venho ve-la.
e citando Guimaraes Rosa a encontro "sempre a beira do mais belo ..."
muitos abraços

Filoxera disse...

Que faremos, se não continuar a inventar?...
Beijinhos.

A.S. disse...

Lidia...

Inventar o vento e partir para onde nos chamam as palavras! É esta a sina dos poetas...


Beijo,
AL

Graça Sampaio disse...

Muito, muito bonito! Breve, cheio, intenso!
Muito bonito.

Vou copiar para o meu "caderninho".

Beijinhos